Professor Nei Nordin
Logo

Encontrados os restos da caravela Santa Maria, de Colombo

N
Nei
29 de January, 2026
Encontrados os restos da caravela Santa Maria, de Colombo

post_697b83dcd14ba.jpgMais de 500 anos após o naufrágio da caravela Santa Maria, usada por Cristóvão Colombo em sua viagem à América, um grupo de pesquisadores anunciou ter localizado possíveis destroços da embarcação na costa do Haiti. A descoberta, divulgada na terça-feira (13/05), desperta grande interesse arqueológico, embora especialistas recomendem cautela.

Segundo o explorador americano Barry Clifford, que lidera a pesquisa, os restos teriam sido encontrados na costa norte do país, exatamente na região onde Colombo relatou que o navio encalhou em dezembro de 1492. Nesta quarta-feira, os cientistas participariam de uma entrevista coletiva em Nova York para apresentar mais detalhes sobre o achado.

post_697b83dcdf82b.jpgA Santa Maria foi uma das três embarcações que partiram da Espanha em 1492 em busca de uma rota mais curta para a Ásia. Após alcançar as atuais Bahamas, a nau colidiu com um recife e precisou ser abandonada. Colombo então ordenou que parte do material da embarcação fosse utilizada na construção de um forte, antes de retornar à Europa com as outras caravelas.

Clifford afirma que os possíveis destroços já haviam sido localizados e fotografados em 2003. Somente 11 anos depois, porém, a equipe retornou ao local e cruzou as imagens com registros históricos, o que teria reforçado a hipótese de que se trata da Santa Maria. Entre as evidências citadas está um canhão típico do período do navegador, fotografado na ocasião, mas que já não se encontra mais no local.

“Todas as evidências geográficas, a topografia do fundo do mar e os indícios arqueológicos sugerem fortemente que se trata do navio principal de Colombo”, declarou o pesquisador. Para chegar a essa conclusão, o grupo baseou-se principalmente no diário do navegador e na localização do forte construído após o naufrágio.

post_697b83dcf0735.jpg

Apesar do entusiasmo, a confirmação definitiva ainda depende de escavações mais aprofundadas. Clifford solicitou ao governo a proteção da área onde se encontram os possíveis restos da nau, a fim de preservar o sítio arqueológico.

A comunidade científica, no entanto, mantém postura cautelosa. O arqueólogo marítimo Roger Smith ressalta que, após mais de cinco séculos, as evidências disponíveis tendem a ser escassas, devido às condições ambientais e à ação do tempo. Já Kevin Crisman, diretor do Centro de Arqueologia Marítima e Conservação da Universidade Texas A&M, lembra que muitos navios espanhóis naufragaram naquela região do Caribe. “Se for mesmo a Santa Maria, será como encontrar o Santo Graal. Seria algo extraordinário, mas continuo cético”, afirmou.

Barry Clifford, hoje com 68 anos, é um arqueólogo submarino experiente, com quase quatro décadas de atuação. Em 1984, ganhou reconhecimento internacional ao localizar os destroços do navio pirata Whydah, feito que consolidou sua reputação na área.

Fonte: DW Brasil  - 14/05/2014

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário